terça-feira, 14 julho, 2020

João Domingos participa da 1ª reunião por videoconferência do Comitê Executivo da CLATE

Presidente da CSPB contribuiu com os debates apresentando conjuntura sanitária, econômica e social do Brasil diante da crise do novo coronavírus. Lideranças sindicas da América Latina preparam uma declaração sobre a situação das empresas estatais que estão na primeira linha de ação contra a pandemia e as principais reivindicações que serão submetidas em cada país às suas respectivas autoridades.

Com a presença de mais de 30 líderes de 14 países da América Latina e do Caribe, a primeira reunião do Comitê Executivo do CLATE foi realizada nesta quinta-feira  (10/04). Por mais de quatro horas, os representantes sindicais das organizações que compõem a Confederação forneceram um relatório detalhado da situação sobre o escopo da Pandemia e o trabalho realizado pelos governos estaduais diante da crise de saúde na Região.

PÚBLICO E NOTÓRIO: João Domingos elenca os principais riscos da pandemia na América-Latina Clique e ouça o podcast da semana

Por meio de uma plataforma de videoconferência, a CLATE realizou ontem a primeira experiência de reunião virtual para seu Comitê Executivo, com objetivo de analisar a situação de cada um dos países membros diante da crise de saúde causada pelo novo coronavírus (Covid-19).

Liderado pelo presidente da entidade, Julio Fuentes, e com a presença de dois vice-presidentes da organização, João Domingos Gomes dos Santos (CSPB – Brasil) e Percy Oyola Paloma (UTRADEC – Colômbia) e seu secretário geral, Martín Pereira (COFE – Uruguai) ), participaram da reunião homens e mulheres lideranças sindicais de organizações da Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Paraguai, Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Porto Rico, Curaçao, México e República Dominicana.

Cada participante fez um relatório detalhado sobre o trabalho realizado por milhares de homens e mulheres que trabalham em saúde pública e em diferentes áreas do Estado para enfrentar essa pandemia que está avançando de maneira retumbante na Região e no mundo inteiro.

Essa situação nos afetou não apenas como seres humanos, mas como organizações de trabalhadores na América Latina e no Caribe, uma vez que descarregou em nossos trabalhadores organizados uma das tarefas mais tremendas, que é enfrentar essa pandemia. Tanto os profissionais de saúde como os de outros serviços essenciais, como coleta de lixo, áreas de atendimento, prisões, fornecimento de energia, entre outros, existem trabalhadores do setor público na linha de frente”, argumentou Julio Fuentes no início da reunião.

“Todos esses anos de luta em defesa do nosso trabalho e de um Estado presente a serviço de nossos povos contra o avanço neoliberal estão agora sobre a mesa. Agora todo mundo entende a importância das políticas públicas e que a saúde, como outros direitos essenciais, não pode ser delegada à voracidade do mundo privado. Sempre dissemos isso, porque entendemos que nosso trabalho é um direito de nossos povos. Porque em tempos de pandemia o estado salva você, não os mercados “, reforçou o presidente do CLATE.

Como seres humanos e como militantes, temos uma prioridade, que é a vida, e faremos todos os esforços para enfrentar essa pandemia. Mas também temos que estar cientes de que vamos sair dessa situação mais pobres, que esse sistema nos levará a mais pobreza. E isso deve nos levar a preparar nossas organizações, preparar nossas propostas, nos reinventar em momentos tão difíceis,” afirmou Fuentes.

Por sua vez, os líderes fizeram o mesmo e também analisaram como dar uma resposta regional a essa crise e o papel que o CLATE deve desempenhar nesse sentido. Para isso, resolveram preparar uma declaração sobre a situação das empresas estatais que estão na primeira linha de ação contra a pandemia e as principais reivindicações que serão submetidas em cada país às autoridades correspondentes.

Participaram do encontro virtual: Hugo Blasco, da Federação Judiciária Argentina (FJA), Hugo Godoy Godoy, Maria Teresa Romero e Horacio Fernández, da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) da Argentina; João Domingos Gomes dos Santos, da Confederação de Servidores do Brasil (CSPB); Ana Luz Giménez, Narciso Castillo e Cintia Ribas, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Estado (UNTE-SN) do Paraguai; Martín Pereira e Joselo López, da Confederação de Organizações dos Funcionários do Estado (COFE) do Uruguai; José Pérez Debelli, Carlos Insunza e Angela Rifo da Associação Nacional de Empregados Fiscais (ANEF), Alejandro Silva de Fuenzálida da Federação Nacional de Associações de Funcionários MOP (FENAMOP) e Ramón Chanqueo Filumil e Francisco Almendra da Confederação Nacional de Funcionários Municipais (ASEMUCH), do Chile; Ibis Fernández, da Confederação Intersetorial de Trabalhadores do Estado (CITE) do Peru; Wilson Álvarez Bedón, da Federação Equatoriana de Trabalhadores Municipais e Provinciais (FETMyP) do Equador; Percy Oyola Paloma e Sandra Hortúya, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Estado e Serviços Públicos da Colômbia (UTRADEC); Federico Torres, do Coordenador Unitário de Trabalhadores do Estado (CUTE) de Porto Rico; Amado Vilchez, da Algemene Politie Bon (SAP), Adrie Williams e Roland Ignacio, da Algemene Bond van Overheid, em Overigepersoneel (ABVO); Josefina Ureña, Maria Guadalupe Sánchez e Silvana Suero da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Estado (CONATE) da República Dominicana; Sergio Padilla da Confederação de Serviços Públicos dos Poderes dos Estados, Municípios e Instituições Descentralizadas da República Mexicana (CONFEPIDER) e René Palomares Parra do Sindicato Único dos Trabalhadores das Poderes, Municípios e Instituições Descentralizadas do Estado do México (SUTEYM) do México; Mario Montes da Associação Geral de Empregados Públicos e Municipais de El Salvador (AGEPYM); e Olman Chinchilla, da Federação Nacional dos Trabalhadores Públicos (FENOTRAP) da Costa Rica.

Fonte: Confederação Latino-americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais  – CLATE